sábado, 20 de outubro de 2007

The Band

Por Marcus Veras.
Andando de carro à noite pelo centro do Rio (só assim...), em busca de locações para o meu curta "Visões Noturnas", tive a sorte de flagrar este letreiro, que em movimento virou uma coisa muito diferente do que realmente é.
Dei o título de "The Band" porque me lembrou aquele grupo que acompanhava o Bob Dylan e foi magnificamente filmado por Martin Scorsese em The Last Waltz.

Mostra V - Filmes Que Perdi

Minha sugestão do dia era ver Moebius Redux - A Vida em Imagens.
Tava já com ingresso antecipado e tudo.
Mas pintou trabalho no sábado, fica para a próxima.
Se desse, também queria ter visto Através do Planalto.
Outro que fica para uma próxima vez.

Buaaa

Meu counter quebrou !
Alguém aí sabe como consertar ?

Mostra IV - Mais Que Simpatia

É 5 de junho de 1968.
Você está dentro do estúdio mais famoso de Londres.
Lá dentro, à sua frente, uma banda começa a gravar uma canção.
Você filma.
Naquele momento nem você, nem a banda, nem ninguém, tem como saber.
Mas aquela música, escolhida aleatoriamente para o filme, vai entrar para a história.
A banda se tornará imortal.
E o filme, um clássico.

E como é que todos conseguiram vencer o tempo, assim, dessa maneira ?
Fácil.
Quando a música é Sympathy For The Devil.
A banda, os Rolling Stones.
E você, Jean Luc Godard.

Assistir ao Rolling Stones - Sympathy For The Devil é um privilégio.
Por vários motivos.
Primeiro, porque 40 anos depois a música ainda está viva.
A banda ainda leva 1 milhão de pessoas a um show.
E o filme ainda é um grande filme.

Tamanha imortalidade tem várias razões.
Os Stones gravaram Sympathy For The Devil em 5 sessões.
As duas primeiras em 5 & 6 de junho de 1968.
Os overdubs finais em 8, 9 e 10 de junho.
Godard acompanhou todas.
Sendo assim, lá está registrado em câmera o momento em que a canção foi eternizada.
Só isso já valeria muito.
Não tem preço vê-los gravando.
E ainda com Brian Jones.

A câmera de Godard é única.
E única aqui quer dizer única mesmo.
Em todas as tomadas não há cortes.
É uma câmera sozinha passeando pelo estúdio indo de um para um.
E aí, há de se convir, das duas uma.
Ou você sabe muito bem o que quer.
Ou não faz idéia e passeia aleatoriamente com ela.
Porque se você fosse Godard e tivesse à sua frente Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts, Bill Wyman e Brian Jones, o que você faria ?
Plano aberto o tempo todo ?
Duvido.
Nem você, nem Godard.
Fechar em quem ?
Em que momento ?
Que movimentos ?
Registrar o quê e abandonar quais ?
Eu, sinceramente, não queria ser Jean Luc ali naquela hora.
Porque tudo, tudo, absolutamente tudo, é sensacional.
E filmar com apenas uma câmera é corajoso pacas.

Ver qualquer músico criar já é mesmerizante.
Ver os Stones, então.
Em 68 eles já eram grandes.
O estúdio, o Olympic, 117 Church Road, no subúrbio de Barnes, em Londres, um templo.
Lá, eles já haviam gravado os dois álbuns anteriores.
Naquele momento gravavam o histórico Beggars Banquet.
Só para termos uma idéia, no mesmo ano, Jimi Hendrix e Led Zeppelin também gravariam lá algumas canções que amamos até hoje.

Além dos Five Fabs, participam ainda da sua gravação Nicky Hopkins ao piano, Rocky Dijon nas congas e Bill Wyman nas maracas.
E eu insisto na pergunta.
O que você faz com a sua câmera ?
Fica em Mick, testemunhando como ele magistralmente, com sensibilidade aguda, inerente, rege a alquimia musical dos companheiros ?
Fica em Keith, o gigante de cigarro eterno na boca, o gênio que só se expressa através da guitarra ?
Fica em Charlie, só pra flagrar roubados momentos de alguma expressão ?
E Brian Jones, o que fazer com o menino drogado no mundo da lua ?

Eu, confesso publicamente, nunca fui fã de Godard.
Não por nada específico, imagino que ele seja genial mesmo.
Mas sempre tive dificuldade com filmes herméticos.
Dele, só havia assistido a Je Vous Salue, Marie.
Mais por rebeldia, no campus da UFRJ, em 85, para desafiar a proibição, do que por qualquer outro motivo.
Resultado, lembro do dia, da faculdade em ebulição, da sessão abarrotada, do Jornal do Brasil fazendo matéria.
Mas do filme que é bom mesmo, nada.
Não lembro de nenhum take, nenhuma cena, ou seja, nada ficou registrado na alma.

Mas para este filme eu tiro o chapéu.
Sympathy intercala as sessões em estúdio com as idiossincrasias de Godard.
Entre as músicas uns esquetes longos com as discussões da época.
O feminismo, o Vietnã, os Panteras Negras, o ridículo da Guerra Fria, o intelectualismo, a democracia, o maoísmo e o comunismo.
Essa parte, confesso, não me empolgou.
É Godard demais pra minha cabeça.
Mas não deixa de ser interessante.
No mínimo ver a cabeça de um francês filmando ingleses na crítica aos Black Panthers já vale a viagem.

Mas o que eu não conseguia parar de pensar era nos Stones.
Mais do que o nascimento de um clássico, Godard filmou a alma de uma banda, quando ela é, primordialmente, uma banda.
Na hora da gravação.
Quando o filme começa, surpreende ver Mick Jagger em ação.
Tudo te induz a achar que nos vai ser revelado o seu lado boss.
Mas a câmera vai passeando.
Vai pra lá, vem pra cá, dá a volta e traz à película uma química mais complexa do que sempre imaginamos.
Vemos que, muito mais que chefe, ele é o úncio elemento de liga possível entre metais tão instáveis.
É que, no filme, em comum os Stones só têm uma coisa.
Falam pouco.
São poucas as palavras ouvidas entre eles.
O que os une é a música.
E Mick, muito mais sensível do que jamais imaginei, tem um talento incrível para isso.
Consegue administrar a banda na veia.
É ele quem traduz a vontade e os desejos de Keith.
Nem que seja para trocar os lendários amplificadores Vox.
É ele a voz que ergue as tensões naturais de sempre entre banda e produtor.
Mas o interessante é que nada disso é óbvio.
Tudo flui muito natural.
Porque química não se inventa.
Ou ela já existe ou não há história.
E como registrar isso ?
Eu, insisto, não sei o que faria.
Porque quando a câmera vai saindo das costas do Brian Jones, por exemplo, você implora para que ela fique ali um pouquinho mais e a gente possa ver um pouquinho mais dessa cena tão insólita.
Mas aí ela chega no quadril do Keith dando o groove da melodia.
No tamborilar dos dedos de Mick.
É riqueza demais.
O dedilhar lustroso de Hopkins ao piano, a Gibson Les Paul 1957 de Keith, os bongôs.
Sem falar nas roupas.
Que são um filme à parte.
Dá vontade de ver tudo de novo só para focar o olhar nelas.
Estilo, não adianta, não se compra.
Ou se tem ou fica para a próxima.
E os Stones têm.
Uma das cenas, que na verdade foi gravada apenas para o filme, é uma aula de antropologia.
É a da gravação dos backing vocals da música.
Mick de um lado de um biombo fazendo o leading vocal.
Do outro uma rodinha com a banda, o produtor Jimmy Miller e as gurias, Mariane Faithfull e Anita Pallenberg, fazendo o 'tchu ru ru, tchu ru ru'.
A gente não consegue desviar o olhar das roupas.
As meninas estilosas, chapéu absurdo, a calça pra lá de apertada de Keith, as mangas, as cores, tudo é incrível.
Se você é estudante de moda, professor de moda, produtor de moda, fã de moda, tem qualquer interesse por moda, não perca esse filme.
São cem minutos de aula.
De comportamento e história.

Por isso tudo e muito mais - vocês não imaginam o tempo em que eu poderia ficar aqui falando dos detalhes registrados na câmera de Godard - é que eu termino convicta.
Vários elementos podem contribuir para uma música se tornar inesquecível.
Mas, Sympathy for the Devil, eu aposto.
Entrou para a história porque só os Stones podem tocar e ser verdadeiros quando cantam
... Please allow me to introduce myself, I'm a man of wealth and taste ...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Talento Na Cara

Descubro via Mutantismos o russo Oleg Duryagin.
Tô bege com o talento do cara.
Segundo o Raul, Oleg tem 24 anos.
No Paintalicious tem mais fotos dele.
Que diz virtualmente se inspirar em moda e nos surrealistas.
O foco é a figura humana.
Segundo a crítica, um especialista em metamorfose digital.
O portfolio fica aqui no DOU.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mostra III - O Migrante Sugere

Filmes desta sexta na Mostra.
Control - porque Love Will Tear Us Apart.
Cristóvão Colombo - porque adoro Portugal.
Help Me Eros - sei não, fiquei com medo do cartaz.
Moebius - porque deve ser legal.
Estrada de Sintra - pelo mesmo motivo do Cristóvão Colombo.
Perdido em Pequim - porque adoro ver filmes passados na China.
Planeta Terror - porque Robert Rodriguez é amigo do Tarantino.
Romeo & Juliette - porque a gente sempre já sabe o final.
Solstício de Verão - para conversar com a Dayse, o Valmir Storti e a Sofia.
Sombras de Goya - porque Goya pintava os ricos para se esbaldar com os pobres.
Tebas - porque me lembra GNR.
Rolling Stones - porque adoro 'Eduardo e Mônica'.

Mostra II - Ou Por Que Nao Vou Ver o Melhor Filme da Mostra


Porque já vi !
E digo mais.
Se eu fosse condenada por algum gênio da lâmpada da pá virada a assistir a apenas um único filme nessa Mostra, eu escolheria 'Curse of The Golden Flower', de Zhang Yimou.
Mr. Yimou, vocês vão ver pelo tom deste post, é um dos meus ídolos.
Não tenho muitos.
Um é até o Charlie Rose, sobre quem já escrevi algumas coisas aqui.
O outro é Zhang Yimou.
Amo seus filmes e sua história pessoal.
Um dia conto aqui no Migrante.
Não que ele não escorregue aqui e ali, coma as atrizes dos seus filmes e tal, mas com a câmera, ele é rei.
É meu diretor preferido e não vejo ninguém que saiba filmar melhor que ele.
As cenas, os planos, os temas, as cores, o estilo.
Fico olhando os filmes dele e percebendo como esse cara sabe filmar.
E, nossa, como é bom ver o filme de alguém que sabe filmar.
Que tem técnica.
Que estudou.
Estudou, e estudou a fundo, todas as fases do cinema.
Quem duvidar é só se dar ao trabalho de ler um pouquinho sobre a formação de um cineasta pela Academia Nacional de Pequim.
Não tem moleza de cursinho em Nova Iorque não.
Esse senhor estudou cinema.
Não nasceu gênio.
Nasceu com um dom.
Mas foi aprender.
Faz parte dos talentos que com humildade estudam porque sabem o quanto o conhecimento é fruto de dedicação e esforço.
Assisto qualquer coisa dele sem nem querer saber do que se trata.
Foi assim com 'Curse of The Golden Flower'.
Não aguentei esperar mostra ou lançamento por aqui.
Comprei o dvd no dia em que foi posto à venda.
E valeu cada centavo da importação.
A cena de abertura é inesquecível.
Se você for ver o filme, nem que não goste do filme em si, repare nela.
É pura técnica.
Cena de quem domina e sabe muitíssimo bem o que está fazendo.
Aqui no Brasil, não me apresentem o tradutor, o filme vai se chamar A Maldição da Flor Dourada.
Por que essa pessoa não chamou o filme de A Maldição do Crisântemo, não quero nem saber.
Golden flower, basta dar um google, é crisântemo.
Se o tradutor se desse ao trabalho de ler um pouquinho só que fosse sobre o filme ou sobre a história da China veria o porquê do crisântemo.
É uma das plantas nobres da China, assim como o bambu e a orquídea.
Foi distintivo do exército e vestuário da nobreza.
Toda a história do filme.
A não ser, claro, que seja coisa do distribuidor que achou que crisântemo fosse um nome muito difícil para nós, a patuléia que vai ao cinema.
Que o filme ia ser menos assistido por isso.
Bah, chega, não quero mais falar do assunto, me irrita.
Voltemos a Zhang.
Aliás devo dizer que finalmente, graças a uma amiga chinesa, a Sofia, vocês ainda lerão sobre ela aqui, aprendi a pronunciar o nome dele corretamente.
Sim, mico total.
Passei a vida inteira falando o nome do meu ídolo com pronúncia errada.
Sempre disse 'Zanguimú'.
E Sofia, que se chama Xin Nie, me explicou.
Na China o primeiro nome é sempre o sobrenome,.
Logo Zhang é o nome da família.
Eu não disse nada, mas, orra meu, Zhang deve ser algo tipo nossos Silvas.
Porque só nessa edição da mostra tem quatro cineastas chamados Zhang.
Fala sério.
Das três, uma.
Ou Zhang é Silva.
Ou toda mãe chinesa que gostaria de ter um filho diretor bota esse nome.
Ou vai ver que com 1 bilhão de pessoas, tem mais gente do que nome, vamos repetir mesmo porque é humanamente impossível achar sobrenome pra toda essa gente.
Sei lá, vou perguntar pra Dayse Espíndola, a Tai Si.
Bom, mas fato é que Zhang Yimou, na China, se pronuncia Dhan Ímou.
Penei até consegui falar direito, mas me esforçei e já tá saindo com mais naturalidade.
Não sei dizer qual filme dele eu mais gosto.
Sou passional demais para escolha.
Mas amo Nenhum a Menos.
Assim como The Road Home.
Sou fã de Hero, a cena do lago é linda de morrer, e O Clã das Adagas Voadoras.
The Red Sorghum é o filme preferido do meu amigo moviemaniac, o texano David Presas.
Lanternas Vermelhas é o filme preferido de muita gente.
E nem preciso dizer que a abertura das Olimpíadas da China será a minha favorita para todo o sempre.
Em 08/08/08 Mr. Yimou vai mostrar ao mundo o valor da gente estudar aquilo que ama e para o qual somos nascidos.

Mostra A Vista

Começa amanhã a 31a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Sou fã da mostra.
Primeiro por ela ter sobrevivido tanto tempo.
Depois pela quantidade de gente bacana que ela atrai todos os anos.
O cartaz este ano é este aí ao lado.
Que tal testar seus conhecimentos cinéfilos e advinhar quem é o cidadão comprando ouro e platina em plena Barão de Itapetininga.
Eis suas três chances.

1) Ele é cineasta.
2) Em 1977, um de seus longas foi um dos 23 filmes exibidos na 1a Mostra.
3) Seu 10o filme abre a mostra amanhã.
Ganha um autógrafo do Gael García Bernal quem disse Hector Babenco.
Argentino, naturalizado brasileiro - e paulistano - diz o site da mostra, em 77 ele foi atração do festival com 'Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia'.
Em 85, bombou com 'O Beijo da Mulher Aranha'.
Em 94, 'Pixote - A Lei do Mais Fraco'.
E esse ano, 'O Passado', com o mexicano-tudo-de-bom Gael García.
Babenco é o autor do conceito do poster.
Evitou os clichês de desenhos sobre cinema como tela, projetor, película etc.
Apostou numa imagem urbana.
Passou cinco horas no centro de São Paulo.
Com um maço de notas de 10 reais saiu alugando ali na hora as plaquinhas dos ambulantes.
Após 600 fotos, saiu o logo da mostra.
A cara de São Paulo.

Uau !

Olho o counter e vejo que já estamos nos aproximando das 3000 visitas.
E eu nem postei o prometido data das 2000.
Bom, façamos assim.
No dia 25, aniversário do Migrante, faço um datapost dos 2 meses de vida !

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

We're The Champions My Friend

La, la, la, la, lá.
Empatamos e viramos o jogo.
É 2x1.
Está lá no site da Apple.
Steve Jobs baixou o preço do catálogo DRM do iTunes.
30 centavos de dólar, yess !
Ê ô, ê ô, consumidô é o terror !
Baixou né, bonitão !
E a partir de agora vamos pagar o mesmo preço da música digital sem proteção à cópia.
99 cents, nenhum centavo a mais.
Mais de dois milhõezinhos de músicas mais baratinhas.
Tá pensando o que, seu Jobs ?
Tudo isso, claro, porque nós passamos a comprar por 99 cents na Amazon, né ?
Nesse round derrubamos Jobs & a EMI.
Sim, porque a maior parte do catálogo do iTunes Plus, o ex-mais caro, é da EMI, essa gravadora bonitona que só assinou com o iTunes mediante esse precinho que eles chamam de premium.
Premium, sei.
Mas aí veio a concorrência.
E agora ?
É tudo a 99 cents, freguesa !
Se preocupe, não.
Moça bonita não paga, mas também não leva !

Ah, Paris !

29 de novembro.
Chegou a vez dos franceses ganharem o iPhone.
A operadora exclusiva será a Orange.
E já dá pra ver na web os novos anúncios que rolam nos EUA.
Meu preferido é o Elliot 'Meredith'.
Principalmente por causa da homenagem à Fulton St.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Tique-Taque Para o 10.5

Qual a sua homepage ?
A minha, advinhem ... é a da Apple, claro.
E eis que hoje me aparece o mantra.
Add a new Mac to your Mac
E um countdown.
Quantos dias, horas, minutos e segundos, faltam para a chegada do Mac Os X Leopard.
Por um triz não é no dia do meu aniversário.
Já pensou se o Steve Jobs enlouquece e resolve dar de presente aos macusuários um software novo no dia do aniversário ?
Sei lá, o Citibank todo ano me manda um cartãozinho de parabéns jurando que no dia do meu aniversário deposita uma quantia numa instituição de caridade.
Muito lindo.
Mais lindo ainda se eu soubesse quanto e qual instituição, mas, bem, deixa pra lá.
Voltando ao Leopard, vamos ao que interessa.
Preço.
Único usuário, 129 dólares.
Pacote família, 199 dólares.
Time Machine, Quick Look, Mail cheinho de coisinha, Parental Control, nada disso me interessa.
Pro Spaces, não tô nem aí.
Mas, confesso.
Browsear os arquivos que nem a gente faz com os álbuns no iTunes, eu simpatizo.
Também gostei do Desktop.
Me achei a pequena Dawn.
O iChat, bem, ainda não tenho opinião formada, mas acho que vou gostar.
E o Safari, então, nem se fala.
Eu adoro a Mac Modéstia.
O logo é Still the world's best web browser
O outro, Browse like the wind
Ô gente engraçada.
Principalmente por ir dando a cara.
3 x mais rápido que o Firefox 2.
5.5 x mais rápido que o Opera 9.
Java Script 2.7 x mais rápido que Firefox 2.
2.6 x mais rápido que Opera 9.
Aff, pra que tanto número ?
A mim basta saber que minha página vai loadear mais rapidinho tá bom.
Agora o que eu não engulo é precisar propagandear Boot Camp.
Que me importa saber que posso rodar carroças, entre elas uma tal de Windows Vista, com a mesma velocidade, no meu Leopardão ?
Humpf !
Who cares ?

Mídia & Música - Produto Exportação

E lá vai o carioca Afroreggae novamente para a Índia levado pela Fundação Ford.
O que Jr. & Os Meninos de Vigário Geral têm que tanto agrada a hindus e americanos ?
Tecnologia social.
É o que entendo do release que divulga a viagem.
Em outubro e novembro, o Afroreggae vai montar oficinas culturais para mais de 70 jovens de Nova Delhi e Shillong com a mesma realidade social.
Viver e crescer em áreas de conflito.
A rapaziada local terá aula de capoeira, percussão, dança e grafite.
Deve render.
Principalmente nas favelas de Calcutá.
Fico imaginando o quão bacana vai ser o encontro da molecada.
Bollyreggae ?
Afrohindi ?
Depois uma turma de lá vem pra cá.
Aprender como se inclui nascidos para a exclusão.
Os manohindus vão conhecer Vigário Geral, Cantagalo, Parada de Lucas e o Complexo do Alemão.
Dez.
Nota dez.

Jetsons Blues

Começa hoje em Los Angeles o Design Challenge do LA Auto Show.
A mega feira de automóveis de Los Angeles é sempre esdrúxula por si só.
O Design Challenge, então, nem se fala.
Há quem alegue que é pelo fato de Los Angeles, além de ser capital mundial do carro, ser também a sede de uma das mais famosas escolas de design de transporte, o Art Center College Design.
Fato é que é sempre desta feira que saem os projetos mais estapafúrdios - há quem ache audaciosos - de veículos.
E o tema desse ano promete.
É o ROBOCAR 2057.
Que carrinhos estaremos usando daqui a 50 anos ?
Oito ubbermontadoras toparam o desafio.
A foto aí de cima é o projeto, digamos, corajoso, da Volkswagen, desenvolvido pelo seu laboratório de design californiano.
Um carro em que você fica em pé pra economizar espaço.
Tem um quinto do tamanho de um carro normal e apenas dois pneus.
Desnecessário dizer que funciona com energia solar, né ?
Pelo andar da carruagem, tudo vai ter que ser a base de energia solar no futuro.
Bom, para ver todos os projetos audaciosos você pode clicar no Autounleashed.
O da Mazda, concordo com eles, parece um ET.
Seis jurados vão escolher o vencedor.
Sei não.
A julgar pelo que vemos, em 2057 vai ter muita gente, finalmente, aderindo ao transporte público ...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

U2 3D

Continua sem nome oficial e sem data de lançamento.
Até agora a única coisa confirmada é que o filme em 3-D do U2 passou de 56 para 80min.
Era pra ser lançado no segundo semestre de 2007 e foi adiado para início de 2008.
Por enquanto foi visto apenas pelos felizardos presentes à sessão no Festival de Cannes.
Que assistiram à versão mais curta, com 9 músicas.
Vertigo, Beautiful Day, Sometimes You Can't Make It on Your Own, Love and Peace or Else, Sunday Bloody Sunday, Bullet the Blue Sky, Miss Sarajevo, The Fly e With or Without You.
Na versão final serão 15.
Todas da turnê Vertigo, gravadas nos shows da Argentina, Chile, Mexico e daqui do Brasil.
Quem foi ao Morumbi não perde por esperar.

Tropa do Rock

E lá vai o Radiohead fazendo história.
A decisão da banda de vender o novo álbum, sem gravadora, na internet, a preço livre, virou até editorial do L.A. Times.
Como banda de rock em editorial de jornal é raridade, dá pra sentir o rebuliço na indústria com a iniciativa.
Da Wired ao Migrante, todo mundo registrou.
E agora, a cobrança.
Deu certo ? Quanto vendeu ?
Modesto, o Migrante não cobra nada do Radiohead.
Só de arriscar, a idéia já é bem vinda.
O Gigwise diz que In Rainbows já vendeu 1,2 milhão de cópias.
Mas como é coisa de fonte próxima à banda, só vou acreditar quando o porta-voz do grupo, Murray Chalmers, anunciar algo.
O mais engraçado de tudo veio do pessoal do Lime Wire.
Alguém decidiu que queria pagar 500 dólares pelo álbum.
Não conseguiu.
É que a ferramenta de compra no site tem como valor máximo £99.99.
O equivalente, no dia, a $ 205.81
Sensacional.
Cada vez mais simpatizo com a turma do Thom Yorke.