quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Os Tic Tacs Da Dani
Alguém aí já parou para contar quantos Tic Tacs a Danielle Hypólito está usando no cabelo nessa final ?
Uma graça !
Uma graça !
Será O Fim ?
Meu Deus.
Quanta coisa ao mesmo tempo.
Como é que a gente vai conseguir dormir esta noite ?
Phelps entrando para a história.
Nossas pequenas gurias queridas da ginástica olímpica emocionando !
E lá na Geórgia, onde também já é quarta-feira de manhã, os presidentes da Rússia e da Geórgia estão se acertando após 5 dias de Guerra.
Medvedev disse na terça de manhã que a Rússia ia parar com os ataques.
Não parou.
Mas às duas da manhã de quarta-feira os dois presidentes prometeram retirar as tropas dos lugares onde se encontram.
Tudo com a ajuda do Sarkozy que levou o documento de Moscou à Tbilisi.
Nunca torci tanto para o marido da Carla Bruni !
Quanta coisa ao mesmo tempo.
Como é que a gente vai conseguir dormir esta noite ?
Phelps entrando para a história.
Nossas pequenas gurias queridas da ginástica olímpica emocionando !
E lá na Geórgia, onde também já é quarta-feira de manhã, os presidentes da Rússia e da Geórgia estão se acertando após 5 dias de Guerra.
Medvedev disse na terça de manhã que a Rússia ia parar com os ataques.
Não parou.
Mas às duas da manhã de quarta-feira os dois presidentes prometeram retirar as tropas dos lugares onde se encontram.
Tudo com a ajuda do Sarkozy que levou o documento de Moscou à Tbilisi.
Nunca torci tanto para o marido da Carla Bruni !
E Agora Vou Sofrer Pela Jade
E as nossas meninas fofas !
Danielle Hypólito nas paralelas !
E a fofa da Laís.
Com a mão machucada.
Sou muito fã dessas gurias.
I luv Daiane.
14.625 pra Daniele.
Agora vai a Laís !
Tô parecendo tia velha.
Olho pra Laís e falo,
"Nossa como a Laizinha cresceu do Pan pra cá !"
Phelps e as nossas gurias incríveis ao mesmo tempo.
É muita torcida pra um só coraçãozinho.
Ai, agora é a Jade.
Lindaaa !
Tá sofrendo tadinha esperando a nota !
Torce as mãozinhas calejadas e os dedos sempre doloridos.
Tá ansiosa.
E a nota não sai.
Como é dura a vida dessas meninas.
Danielle Hypólito nas paralelas !
E a fofa da Laís.
Com a mão machucada.
Sou muito fã dessas gurias.
I luv Daiane.
14.625 pra Daniele.
Agora vai a Laís !
Tô parecendo tia velha.
Olho pra Laís e falo,
"Nossa como a Laizinha cresceu do Pan pra cá !"
Phelps e as nossas gurias incríveis ao mesmo tempo.
É muita torcida pra um só coraçãozinho.
Ai, agora é a Jade.
Lindaaa !
Tá sofrendo tadinha esperando a nota !
Torce as mãozinhas calejadas e os dedos sempre doloridos.
Tá ansiosa.
E a nota não sai.
Como é dura a vida dessas meninas.
Phelps !
Acho que estou vendo Michael Phelps ganhar sua quinta medalha de ouro !!!
Faltam 200 metros !
Pheeeelps !!!!
Faltam 200 metros !
Pheeeelps !!!!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Quanto Vale Uma Vida ?
Tropas russas entraram neste domingo à noite na Georgia.
Depois de três dias de bombardeio, os ataques agora serão por terra também.
Trinta mil pessoas já fugiram das cidades.
Entre as trinta mil histórias, as cenas de sempre em todas as guerras.
A família que ouviu as bombas caírem nos vizinhos e se jogou dentro do carro sem tempo para pegar nada.
A mulher, de 29 anos, que viu uma bomba cair em sua casa e matar seu pai.
Enterrou-o no lugar onde sempre fora sua casa e fugiu com o que tinha nas mãos.
As guerras existem desde sempre.
E, sinceramente, acho que sempre existirão.
Mas que a repetição não nos deixe de todo insensíveis.
Para cada declaração dada por seus líderes e para cada análise complexíssima dos cientistas políticos temos vidas em sofrimento.
Corpos caídos no chão.
Depois de três dias de bombardeio, os ataques agora serão por terra também.
Trinta mil pessoas já fugiram das cidades.
Entre as trinta mil histórias, as cenas de sempre em todas as guerras.
A família que ouviu as bombas caírem nos vizinhos e se jogou dentro do carro sem tempo para pegar nada.
A mulher, de 29 anos, que viu uma bomba cair em sua casa e matar seu pai.
Enterrou-o no lugar onde sempre fora sua casa e fugiu com o que tinha nas mãos.
As guerras existem desde sempre.
E, sinceramente, acho que sempre existirão.
Mas que a repetição não nos deixe de todo insensíveis.
Para cada declaração dada por seus líderes e para cada análise complexíssima dos cientistas políticos temos vidas em sofrimento.
Corpos caídos no chão.
O Menino Sem Nenhum Talento
A melhor reportagem sobre a Olimpíada da China na edição de hoje do The New York Times está na seção dos pais, a parenting.Uma longa matéria com Deborah Phelps.
A mãe de Michael Phelps.
O rapaz aí na capa da Time.
Michael é o terceiro e único filho de Deborah.
Já nasceu maior que o mundo.
Com mais de 4,2 kg e quase 59 centímetros.
Quando era criança, contou Deborah ao NYT, Michael fazia 25 zilhões de perguntas, sempre querendo ser o centro das atenções.
Adorava pedalar loucamente em seu triciclo de grandes rodas.
Já na pré-escola os professores reclamavam.
Michael não conseguia ficar quieto na hora de todo mundo ficar quieto.
Michael não sentava na hora de todo mundo sentar em círculo.
Michael vivia cutucando as outras crianças.
Michael estava sempre de ti-ti-ti chamando a atenção dos coleguinhas.
Seus professores eram taxativos.
Comportamento imaturo.
Desde o jardim-de-infância era isso.
Professores reclamando.
Michael não senta quieto.
Michael não cala a boca.
Michael não consegue prestar atenção em nada.
Não era fácil para a Senhora Phelps ouvir isso todo santo dia.
Ainda mais sendo ela mesma uma professora por 22 anos.
A família havia acabado de se mudar e ela achava que Michael podia estar irritado porque as aulas que ele tinha na nova escola eram muito parecidas com as que ele já havia tido na escola anterior.
Deborah chegou a ter o seguinte diálogo com uma professora:
"Talvez ele esteja entediado."
A professora não mediu as palavras.
"Ah, ele não tem talento."
A mãe retrucou.
"Não foi isso que eu disse."
Para não bater mais boca com a professora Deborah apenas perguntou:
"E o que você vai fazer para ajudá-lo ?"
No ensino elementar Michael só ia bem nas aulas de que gostava.
Ginástica e aulas práticas, como as de experiências no laboratório de ciência.
Ele até lia mas não era muito fã.
Na tentativa de fazê-lo ler qualquer coisa a mãe dava a ele as páginas de esporte do jornal local.
Nem que fosse para ele ver as fotos e ler as legendas.
Qualquer coisa já estava bom.
Um dia a Senhora Phelps ouviu de uma professora.
"Seu filho jamais será capaz de se concentrar em alguma coisa".
A vida dos Phelps não era lá muito feliz nessa época.
Deborah estava se separando do pai de Michael.
Tinha voltado a estudar para conseguir um diploma de administradora e, ao mesmo tempo, tinha que ser mãe integral de três crianças.
Enquanto isso Michael ia crescendo meio esquisito.
Suas orelhas eram enormes.
E quando ele corria os braços balançavam abaixo dos joelhos.
As crianças zombavam dele.
E no dia em que ele meteu a mão em um engraçadinho desses no ônibus foi suspenso do transporte escolar por vários dias.
Quando Michael estava na quinta série, durante o check-up anual, a Senhora Phelps e o médico da família discutiram se o menino não sofria de TDA/H - Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade.
Nesta época os Phelps já eram uma família de nadadores.
Aos 15 anos, a irmã mais velha de Michael, Whitney, foi a melhor nadadora do país nos 200 metros de nado borboleta.
Mas sua carreira foi encerrada após um ferimento na coluna.
Os filhos do médico de Michael também nadavam e o doutor já havia percebido o comportamento do garoto nas provas de natação das irmãs.
Michael corria de lá pra cá feito um louco derrubando a comida das pessoas.
O médico, então, pediu uma avaliação dos professores.
Consenso.
Ele não consegue ficar parado.
Não consegue ficar calado.
Não consegue se concentrar.
Aos 9 anos, Michael passou a tomar Ritalin, um medicamento estimulante para tratar a hiperatividade.
A mãe acha que ajudou um pouco.
O menino pareceu ficar concentrado mais tempo.
Começou a fazer o dever-de-casa sem ficar se levantando o tempo todo.
Ainda era um aluno mediano.
Passou de alguns Cs para Bs.
Mas dois anos depois Michael pediu para não mais tomar o remédio.
Se sentia estigmatizado.
Todo dia na hora do almoço tinha que ir à enfermaria da escola receber a dose do medicamento.
Um dia, do nada, disse:
"Mãe, eu não quero mais fazer isso.
Meus amigos não fazem.
Eu consigo lidar com isso sozinho."
Como mãe Deborah Phelps sempre foi severa mas também sempre incluiu a opinião dos filhos nas decisões.
"Por isso, eu o ouvi." diz ela.
Consultou o médico e decidiu suspender o Ritalin.
Nesse meio tempo surgiu Michael, o nadador.
Aos 10 anos ele já fazia parte do ranking nacional da sua idade.
A mãe, então, observava o garoto que não conseguia parar quieto na escola durante quatro horas esperar pacientemente para nadar cinco minutos nas provas.
Aos 11 anos, seu treinador no clube da cidade, Bow Bowman - técnico dele até hoje - chamou a família num canto e disse.
"Em 2000 Michael estará nas eliminatórias da Olimpíada.
Em 2004 ele estará na Olimpíada.
Em 2008 ele vai quebrar recordes mundiais.
Em 2012 a Olimpíada será em Nova Iorque e ..."
"Chega, Bob," disse a Senhora Phelps, "ele tem o-n-z-e anos de idade e ainda está na escola."
Bem, conforme se viu, Michael andou quatro anos mais rápido do que a previsão do técnico - e Nova Iorque acabou perdendo a eleição para sediar a Olimpíada.
Enquanto Bob Bowman profetizava o talento do garoto, na escola Michael continuava a dar trabalho.
Aos 12 anos precisava de professor particular de matemática e continuava inquieto nas aulas.
Mesmo assim todo dia acordava às seis e meia da manhã para treinar uma hora e meia.
E nadava de duas a três horas toda santa tarde.
E assim lá se foi o garoto problemático entrando para a História.
Aos 15 anos, em 2000, Michael Phelps já estava na Olimpíada.
Aos 16, quebrou seu primeiro recorde mundial.
E aos 19, nos Jogos Olímpicos de Atenas, ganhou 8 medalhas.
SEIS de ouro.
De todos os seus talentos o que mais impressiona a mãe até hoje é a mente.
"A mente de Michael é como um relógio.
Ele pode nadar os 200 metros borboleta sabendo que precisa fazer os primeiros 50 metros em 24.6 segundos para quebrar o recorde.
E ele é capaz de botar esse tempo na cabeça e fazer o corpo nadar o trecho em exatos 24.6 segundos."
Michael - o garoto que nunca foi bem nos deveres-de-casa - na natação sempre fez muito bem o dever-de-casa.
No ginásio a escola enviava para ele as fitas gravadas com suas competições internacionais.
E Michael pedia à mãe para jantar em frente à TV para assistir às fitas.
"Nós sentávamos e ele analisava as provas," conta Deborah.
"Olha, ali foi quando eu levantei a cabeça," criticava ele.
"Eu nem conseguia perceber do que ele estava falando," diz a mãe.
"E ele assistia de novo e de novo."
Hoje em dia, Deborah Phelps, 57 anos, é diretora de uma escola em Baltimore.
O filho TDA/H é tão admirado que este ano ela foi contratada por um laboratório farmacêutico como mãe-celebridade para responder perguntas sobre sua experiência com o transtorno de Michael num site patrocinado pela companhia.
Como muitos pais, ela sofreu e até hoje tem dúvidas sobre ter dado Ritalin ao filho.
"Eram tantas coisas ao mesmo tempo - o divórcio, o crescimento dele, a mudança de escola."
E num arroubo de honestidade ela mesma faz a pergunta.
"Será que o remédio foi a coisa certa ?
Eu poderia estar certa ou errada.
Mas foi a decisão que tomei."
É.
Os Phelps são mesmo especiais.
Para o repórter do NYT a moral da história é que ... a história de Deborah dá esperança aos pais de qualquer criança com algum transtorno como o TDA/H.
Enquanto todos os adultos só viram o que o filho da Senhora Phelps não conseguia fazer, esta semana o mundo vai assistir ao que o menino-problema pode fazer.
Para ler a reportagem original do NYT clique aqui.
E Sem O Robin ...
Pelo quarto fim-de-semana seguinte O Cavaleiro das Trevas foi o filme mais assistido nos cinemas nos EUA.O domingo nem acabou mas Hollywood já sabe que o Homem-Morcego vai faturar 26 milhões de dólares neste finde.
Com US$ 441.5 milhões arrecadados em 24 dias, o Batman de Christopher Nolan já é o terceiro filme que mais rendeu na história do cinema americano.
Só perde para Guerra Nas Estrelas, de 77, com 401 milhões de dólares, e Titanic, de 97, que fechou a bilheteria de lá com quase 601 milhões de dólares.
Como só faltam míseros US$ 20 milhões para botar medalha de bronze em Luke Skywalker, é provável que no próximo fim-de-semana O Cavaleiro já seja a segunda melhor bilheteria de todos os tempos.
Bater Titanic, como já disse aqui, é outra história.
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