terça-feira, 24 de março de 2009

Where Else?

Uma semana sem blogar.
E advinha sobre o que é o novo post?
Congonhas.
Claro.
E para não dizer que não falei de Twitter me sinto como @DaviD_Lynch.
Assim como ele twitta a previsão do tempo em Los Angeles, eu blogo as filas de CGH.
Hoje eu até estava de bom-humor porque a fila para desembarcar não estava dupla.
Alvíssaras.
A fila do check-in eletrônico também era razoável.
Até chegar à fila de provar quem você é se você resolveu agilizar e fazer o check-in eletrônico.
Dez pessoas só na minha companhia aérea.
Aí eu lembrei que bastava a tal companhia botar a mesma mocinha lá embaixo nos terminais ao seu lado carimbando a prova de que você é você e aí sim o check-in eletrônico realmente teria o sentido que lhe foi dado ao ser criado.
Fazer o processo andar mais rápido.
No café, o mau-humor de sempre.
Quatorze pessoas e um só caixa.
Sinceramente.
O que incomoda não é a fila.
É a falta de vergonha na cara para resolver a fila.
A fila é salutar.
Sinal de que mesmo na pior crise dos últimos tempos nossa economia continua em ação e o principal aeroporto do país às cinco e meia da manhã continua animado.
Mas é o descaso.
O desrespeito.
O deixa-rolar perante o consumidor.
Se todo santo dia esse aeroporto tem pico às cinco e meia da manhã porque a lanchonete que cobra mais de dez reais num café com água e pão de queijo não reforça o atendimento e bota pelo menos dois caixas?
Ah, deixa pra lá.
O passageiro que fique em filas que não andam.
Isso porque eu nem falo das filas do check-in tradicional.
A da Gol & Varig é digna de feriado.
Até a iniciante Ocean Air tem fila a essa hora.
Eu já voei de Ocean Air.
Estão na fase de que 'pontualidade'  é nosso diferencial.
Eu não acredito mais.
Acreditei na Gol no início.
E como todo consumidor quebrei a cara.
Depois que ganha o mercado a pontualidade que vá para o espaço.
Como consumidora que paga uma tarifa absurdamente alta me tornei cética.
Cínica.
Como acreditar em companhia aérea como a Varig que até vôo já adiantou.
Juro por Deus.
Eu nunca tinha visto isso.
Vôo atrasar é rotina para quem depende do tráfego aéreo brasileiro.
Adiantar foi uma distinção da Varig.
Com a antecipação vários passageiros perderam o vôo.
Eu perdi o início de uma gravação em Brasília.
Relevei.
Mas uma passageira chorou.
Perdeu uma audiência na Justiça de Brasília.
Que ela só havia conseguido marcar depois de dois anos de bolor num processo que se arrastava há mais de uma década em Brasília.
A moça chorando no portão de embarque me marcou.
Se transformou para mim no retrato de um setor que achaca diariamente seus consumidores.
O símbolo da falta de respeito.

2 comentários:

Beatriz disse...

Oi, Guta, bateu saudade e vim aqui te ler.
ainda estou te devendo um e-mail.
Em tempos de twitter e dias aceleradíssimos, sinto vontade de ir pro mato e criar galinhas (pode dizer: eca!!!)
E os gatonildos, como estão?
quer saber? vou abrir o outlook e te escrever! bjs!

Lay disse...

Puts! Adiantar vôo é nova! Agora. uma IMENSA falta de respeito com os consumidores. Esse pessoal não entende NADA de demanda.