Depois de bater em Cuba com ventos de 230km/h, Gustavo retrocedeu e voltou hoje de manhã à categoria 3.
Mas, em Nova Orleans, o clima continua de medo.
Ontem mesmo no fim do dia o prefeito deu a ordem oficial de evacuação a partir das 8 da manhã de domingo.
Assustou os 239 mil habitantes.
Disse que Gustavo é a tempestade do século, a mãe de todas as tormentas, e que sua extensão é de 900 milhas.
O Katrina tinha 400 milhas.
O prefeito está exagerando.
Mas se eu fosse ele, eu também exageraria.
Não dá para correr risco num lugar onde 2 mil pessoas morreram na passagem do Katrina.
O problema é que Gustavo pode voltar a ganhar força na passagem pelo Golfo do México.
Se continuar na trajetória em que está vai bater amanhã, segunda, na Louisiana.
Na Isla de la Juventud, em Cuba, 250 mil pessoas deixaram suas casas.
Quando voltaram encontraram as casas destruídas, postes no chão, inundações.
Nos EUA, 11,5 milhões de pessoas estão na rota do Gustavo.
domingo, 31 de agosto de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
A Fúria Do Gustavo
No momento a 281 km/h.
Já fez 10 mil cubanos deixarem a Isla Youth e irem pro continente.
Já fez 10 mil cubanos deixarem a Isla Youth e irem pro continente.
Obamania
38.4 milhões de pessoas nos Estados Unidos assitiram pela TV ao discurso de Barack Obama aceitando ser candidato à presidência.
A convenção democrata teve nada mais nada menos que a maior audiência de uma convenção em todos os tempos.
Para se ter uma idéia, mais gente assistiu ao Obama que à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Sério.
Mais do que à final de American Idol ou à entrega do Oscar esse ano.
Segundo a Nielsen, apenas quatro finais de futebol americano, incluindo o SuperBowl dos Giants X Patriots, foram vistas por mais de 40 milhões de pessoas e tiveram mais audiência que Obama.
Nenhuma convenção, em seus quatro dias, foi vista em mais lares desde que a Nielsen começou a medir a audiência em 1960, época da acirrada campanha de Kennedy x Nixon.
Como antes disso não havia aparelhos de TV nos EUA suficientes para bater o número de Obama, logo, Obama teve o discurso de aceitação mais visto pelos americanos em toda a história do país.
A convenção democrata teve nada mais nada menos que a maior audiência de uma convenção em todos os tempos.
Para se ter uma idéia, mais gente assistiu ao Obama que à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Sério.
Mais do que à final de American Idol ou à entrega do Oscar esse ano.
Segundo a Nielsen, apenas quatro finais de futebol americano, incluindo o SuperBowl dos Giants X Patriots, foram vistas por mais de 40 milhões de pessoas e tiveram mais audiência que Obama.
Nenhuma convenção, em seus quatro dias, foi vista em mais lares desde que a Nielsen começou a medir a audiência em 1960, época da acirrada campanha de Kennedy x Nixon.
Como antes disso não havia aparelhos de TV nos EUA suficientes para bater o número de Obama, logo, Obama teve o discurso de aceitação mais visto pelos americanos em toda a história do país.
Lições Do Katrina
Neste momento meteorologistas avisam que Gustavo, se não diminuir ou mudar de rumo, irá atingir a Louisiana na terça de manhã.
Em Nova Orleans, as matérias do NYT mostram que se o governo não tiver aprendido, os moradores, pelo menos, aprenderam algumas lições.
O processo de evacuação continua a todo vapor.
Se as coisas não mudarem, a ordem oficial será dada amanhã, às oito da manhã.
Mas o prefeito não se cansa de repetir.
Quem puder que vá para o Norte já.
E já tem gente indo.
Hotéis estão fechando.
Nas ruas ouvem-se as marteladas em janelas sendo reforçadas.
A Interstate 55, a principal rodovia que leva ao norte do estado, já tem tráfego pesado.
Os 17 pontos de coleta de pessoas sem carro estão cheios.
Os ônibus levam os moradores para o terminal ferroviário, no centro da cidade.
De lá eles serão levados em trens e ônibus para cidades mais ao norte, como Shreveport, Alexandria, Monroe e Memphis.
A maioria se lembra vividamente do pesadelo do Katrina.
Carregam malas estufadas, para não passarem o que passaram da outra vez quando tiveram que sair correndo.
A boa notícia é que hoje os ônibus começaram a chegar pontualmente, às oito da manhã.
Um contraste com o caos e a desorganização de três anos atrás quando o único plano foi entupir milhares de pessoas sem carro no Superdome, o estádio.
Os depoimentos coletados pelos três repórteres do NYT na cobertura dão o tom.
Roxanne Clayton, mãe de uma menina de 10 anos, é categórica.
Chegou na fila do ônibus cedo.
Diz que se recusa a passar por aquilo novamente.
No Katrina, Roxanne ficou dois dias acuada no sótão de casa.
Agora diz que prefere se sentir segura do que arrependida.
Porque sabe o que significa se arrepender numa situação dessa.
Um vizinho da Louisiana Avenue, rua mais chique do bairro, levou donuts para quem estava na fila do ônibus.
Um desempregado resumiu o sentimento de todos.
Não vale a pena tentar ficar.
Para quem tem carro, o primeiro obstáculo é abastecer o tanque.
Os postos de gasolina estão lotados.
Assim como as oficinas, onde se consertam e trocam pneus furados.
Nas estradas, já há planos de transformar as pistas em contra-mão em vias extras, principalmente para que quem more mais ao Sul possa partir antes.
Na região de St. Bernard Parish, a ordem é sair agora, a partir das quatro da tarde.
O lugar foi um dos mais atingidos pelo Katrina.
E muitos dos seus moradores jamais retornaram.
Hospitais e asilos estão mandando os internados para o norte desde ontem à noite.
14 mil pessoas já se registraram no programa de evacuação.
150 ônibus já estão em circulação e 300 ônibus escolares serão usados agora à tarde.
A hotline da prefeitura já recebeu mais de 17 mil chamados.
Por incrível que pareça, disse o prefeito numa coletiva, há gente que, traumatizada pelo Katrina, se recuse a sair de casa.
Uma espécie de apatia causada pela fé de que uma desgraça de tal tamanho não se repetirá no mesmo lugar.
Mas estes são minoria.
Uma mulher que, no Katrina, ficou cinco dias numa ponte na estrada, hoje não perdeu tempo.
Foi para a fila do ônibus.
Também há uns turistas que insistem em ficar.
Vão embora.
Foi o que disse o prefeito neste sábado.
Em Nova Orleans, as matérias do NYT mostram que se o governo não tiver aprendido, os moradores, pelo menos, aprenderam algumas lições.
O processo de evacuação continua a todo vapor.
Se as coisas não mudarem, a ordem oficial será dada amanhã, às oito da manhã.
Mas o prefeito não se cansa de repetir.
Quem puder que vá para o Norte já.
E já tem gente indo.
Hotéis estão fechando.
Nas ruas ouvem-se as marteladas em janelas sendo reforçadas.
A Interstate 55, a principal rodovia que leva ao norte do estado, já tem tráfego pesado.
Os 17 pontos de coleta de pessoas sem carro estão cheios.
Os ônibus levam os moradores para o terminal ferroviário, no centro da cidade.
De lá eles serão levados em trens e ônibus para cidades mais ao norte, como Shreveport, Alexandria, Monroe e Memphis.
A maioria se lembra vividamente do pesadelo do Katrina.
Carregam malas estufadas, para não passarem o que passaram da outra vez quando tiveram que sair correndo.
A boa notícia é que hoje os ônibus começaram a chegar pontualmente, às oito da manhã.
Um contraste com o caos e a desorganização de três anos atrás quando o único plano foi entupir milhares de pessoas sem carro no Superdome, o estádio.
Os depoimentos coletados pelos três repórteres do NYT na cobertura dão o tom.
Roxanne Clayton, mãe de uma menina de 10 anos, é categórica.
Chegou na fila do ônibus cedo.
Diz que se recusa a passar por aquilo novamente.
No Katrina, Roxanne ficou dois dias acuada no sótão de casa.
Agora diz que prefere se sentir segura do que arrependida.
Porque sabe o que significa se arrepender numa situação dessa.
Um vizinho da Louisiana Avenue, rua mais chique do bairro, levou donuts para quem estava na fila do ônibus.
Um desempregado resumiu o sentimento de todos.
Não vale a pena tentar ficar.
Para quem tem carro, o primeiro obstáculo é abastecer o tanque.
Os postos de gasolina estão lotados.
Assim como as oficinas, onde se consertam e trocam pneus furados.
Nas estradas, já há planos de transformar as pistas em contra-mão em vias extras, principalmente para que quem more mais ao Sul possa partir antes.
Na região de St. Bernard Parish, a ordem é sair agora, a partir das quatro da tarde.
O lugar foi um dos mais atingidos pelo Katrina.
E muitos dos seus moradores jamais retornaram.
Hospitais e asilos estão mandando os internados para o norte desde ontem à noite.
14 mil pessoas já se registraram no programa de evacuação.
150 ônibus já estão em circulação e 300 ônibus escolares serão usados agora à tarde.
A hotline da prefeitura já recebeu mais de 17 mil chamados.
Por incrível que pareça, disse o prefeito numa coletiva, há gente que, traumatizada pelo Katrina, se recuse a sair de casa.
Uma espécie de apatia causada pela fé de que uma desgraça de tal tamanho não se repetirá no mesmo lugar.
Mas estes são minoria.
Uma mulher que, no Katrina, ficou cinco dias numa ponte na estrada, hoje não perdeu tempo.
Foi para a fila do ônibus.
Também há uns turistas que insistem em ficar.
Vão embora.
Foi o que disse o prefeito neste sábado.
Me, Myself & Os Terremotos
Sim.
Assim como tenho histórias de furacões para contar, também tenho história de terremotos.
É.
Isso é que dá viajar tanto.
Morei seis meses no México.
E consegui enfrentar por lá, no curto espaço de uma semana, dois terremotos.
Bem, pra ser sincera, um deles, no fim das contas, foi registrado apenas como leve tremor de terra.
E o outro, graças aos deuses, não matou ninguém, fez poucos feridos, e entrou para a história como um terremoto de baixa intensidade.
Mas fato é que por duas vezes, na mesma semana, a terra tremeu debaixo dos meus pés.
E acreditem.
Não há graça nenhuma.
E o que se faz durante um terremoto ?
O primeiro, o tal abalo sísmico leve, eu nem percebi direito.
A mesa de vidro na varanda fez um barulho e eu achei que era reflexo de uma obra grande que estavam fazendo no prédio.
No segundo tive o sangue frio de fazer tudo direitinho como mandava o treinamento feito quando morei em San Diego, na Califórnia, numa ladeira linda, em Mission Hills, a California Street.
Sabe aquelas ladeiras lindas, onduladas, ensolaradas, de comercial de multinacional em San Francisco ?
Pois é.
Em San Diego, a California Street, onde eu morava, era assim.
Linda.
Até eu descobrir que aquela ladeira formosa era exatamente tão formosa assim porque se constituía num braço direto da Falha de Santo André.
Ela mesma.
A falha que um dia vai causar o maior estrago do mundo ao se fraturar, separando um pedaço da Califórnia do resto dos Estados Unidos.
E morar num braço direto da falha, significa menor chance de sobrevivência na hora da rachadura.
Por isso, como todos os moradores de San Diego, na casa onde eu morava, uma vez por ano alguém tinha que participar de um curso da prefeitura de prevenção para terremotos.
Além disso tínhamos que ter estocados na garagem - havia blitz para fiscalizar isso -tantos galões de água, caixa de primeiro socorros, tantas pilhas, lanternas, e vários outros itens básicos de sobrvivência.
Sabedora do que fazer quando a terra treme, no México, não hesitei.
Quando o lustre começou a balançar, a cama a balançar, o chão do quarto a balançar, o apartamento a balançar, o prédio a balançar e a rua inteira a balançar, corri para debaixo da quina da porta.
E esperei passar.
É tudo que se pode fazer numa hora dessa.
Agora o que passa pela cabeça de uma pessoa nesses míseros segundos, nem te conto.
Assim como tenho histórias de furacões para contar, também tenho história de terremotos.
É.
Isso é que dá viajar tanto.
Morei seis meses no México.
E consegui enfrentar por lá, no curto espaço de uma semana, dois terremotos.
Bem, pra ser sincera, um deles, no fim das contas, foi registrado apenas como leve tremor de terra.
E o outro, graças aos deuses, não matou ninguém, fez poucos feridos, e entrou para a história como um terremoto de baixa intensidade.
Mas fato é que por duas vezes, na mesma semana, a terra tremeu debaixo dos meus pés.
E acreditem.
Não há graça nenhuma.
E o que se faz durante um terremoto ?
O primeiro, o tal abalo sísmico leve, eu nem percebi direito.
A mesa de vidro na varanda fez um barulho e eu achei que era reflexo de uma obra grande que estavam fazendo no prédio.
No segundo tive o sangue frio de fazer tudo direitinho como mandava o treinamento feito quando morei em San Diego, na Califórnia, numa ladeira linda, em Mission Hills, a California Street.
Sabe aquelas ladeiras lindas, onduladas, ensolaradas, de comercial de multinacional em San Francisco ?
Pois é.
Em San Diego, a California Street, onde eu morava, era assim.
Linda.
Até eu descobrir que aquela ladeira formosa era exatamente tão formosa assim porque se constituía num braço direto da Falha de Santo André.
Ela mesma.
A falha que um dia vai causar o maior estrago do mundo ao se fraturar, separando um pedaço da Califórnia do resto dos Estados Unidos.
E morar num braço direto da falha, significa menor chance de sobrevivência na hora da rachadura.
Por isso, como todos os moradores de San Diego, na casa onde eu morava, uma vez por ano alguém tinha que participar de um curso da prefeitura de prevenção para terremotos.
Além disso tínhamos que ter estocados na garagem - havia blitz para fiscalizar isso -tantos galões de água, caixa de primeiro socorros, tantas pilhas, lanternas, e vários outros itens básicos de sobrvivência.
Sabedora do que fazer quando a terra treme, no México, não hesitei.
Quando o lustre começou a balançar, a cama a balançar, o chão do quarto a balançar, o apartamento a balançar, o prédio a balançar e a rua inteira a balançar, corri para debaixo da quina da porta.
E esperei passar.
É tudo que se pode fazer numa hora dessa.
Agora o que passa pela cabeça de uma pessoa nesses míseros segundos, nem te conto.
Breaking News
Expressão usada pela imprensa internacional que, na maioria das vezes, vem junto com alguma notícia ruim.
Gustavo acaba de subir para categoria 4.
Ventos de 233 km/h.
Gustavo acaba de subir para categoria 4.
Ventos de 233 km/h.
Me, Myself & Os Furacões
Sempre blogo aqui no Migrante posts sobre furacões.
Deve ser porque na vida globe trotter acabei topando com alguns mundo afora.
Sem falar no Katrina, o qual cobrimos aqui no Brasil falando diariamente com brasileiros por lá.
Também houve um furacão que, inesperadamente, um dia ousou se aproximar de Nova Iorque quando eu morava lá.
Ficamos esperando por ele em Rockaway Beach.
Sim.
A mesma praia da música dos Ramones.
Mas, thanks Lord, ele nunca passou de tempestade tropical.
Furacões ou ciclones [para quem passa por um a diferença científica, na prática, não importa muito], apesar do tom bem-humorado com o qual eu vou contar meu relato aqui, não têm a menor graça.
Meu primeiro foi no Pacífico.
Gavin era o seu nome.
Eu estava na Nova Zelândia, numa viagem a caminho das ilhas Fiji.
E o Gavin vinha exatamente na direção contrária.
Por sorte, eu e o olho do Gavin nos desencontramos.
Eu estava em terra, no norte da Nova Zelândia, e ele passou no mar.
Quando cheguei à Fiji ele já havia passado em terra.
Minha distância a ele ficou sempre em 200km.
Foi de bom tamanho.
A tempestade, o vento, e as ondas gigantes batendo no pier, já foram suficientes para eu não desejar vontade nenhuma de ficar mais perto.
Furacões, eu insisto não têm a menor graça.
Passada a tormenta acabei comprando uma camiseta onde se lia:
I SURVIVED GAVIN.
Quem viaja muito pelo mundo já deve ter dado de cara com alguma t-shirt dessa natureza.
É uma espécie de piadinha internacional.
Toda vez que um furacão ou ciclone passa por um lugar, imediatamente, surgem nas ruas e lojicas baratinhas camisetas escritas "Eu sobrevivi ao Fulano".
É praxe.
Os turistas adoram levar uma para casa.
Até hoje, 11 anos depois, tenho a camiseta, enfurnada no armário, junto com aquelas coisas que você só tem coragem de usar para dormir.
Para mim, o Gavin foi uma curiosidade.
Por causa dele, mergulhando em Fiji, pude ver uma cena que jamais havia visto em anos e anos e centenas de mergulho de garrafa.
Como fica o fundo do mar após a passagem de um furacão.
Igualzinho ao continente.
Devastado.
Corais mortos, destroçados como árvores derrubadas pela força dos ventos em terra.
Tudo meio empoeirado por causa das partículas em suspensão na água.
Os peixinhos meio tontos pra lá e pra cá sem seus corais-abrigo.
Desolador.
Enquanto o fundo do mar se recuperava, em cima até que as coisas não iam tão mal.
Com medo do Gavin, na última hora, vários passageiros desistiram da viagem no navio em que eu estava.
Resultado, mais mordomia para quem se arriscou.
Recebemos upgrade de cabine e tratamento VIP da tripulação, já que não havia mesmo muita gente para paparicar.
Ou seja, o Gavin só me trouxe história simpática para contar.
Já o Irene, dois anos depois, não foi tão engraçado assim.
Eu morava em Nova Iorque e ia para Belize mergulhar.
Um problema de visto nos fez parar, por um dia, em Miami.
Perdemos o vôo e tivemos que dormir na cidade.
Começou a confusão.
Exatamente neste dia, com a aproximação do Irene, os vôos foram suspensos.
E todo mundo ficou em terra refém.
No começo ninguém levou muita fé no tal furacão.
Até Irene começar a ganhar força e mais força.
Para vocês terem uma idéia eu estava dentro de um cinema IMAX, assistindo a um filme, quando a sessão foi interrompida, as luzes acesas, e oficiais da Defesa Civil entraram anunciando que era para todo mundo sair.
Os ônibus, a partir daquele momento, eram gratuitos e todos deviam ir para suas casas.
Nessa hora, a Defesa Civil de Miami dá show.
Tudo organizado, eficiente.
A população, acostumada a essas situações, age sem desespero, todo mundo saindo dos prédios com tranquilidade.
O único problema era que eu estava do outro lado, muito do outro lado da cidade, em relação ao meu hotel.
E para chegar lá tinha que passar por todas aquelas pontes.
Só que conforme o Irene ia se aproximando, a água do mar, que corta a cidade em canais, começou a subir.
E as pontes iam sendo interditadas já que a água, a essa altura, estava quase mais alta que elas, prestes a engolfar as pistas.
Ponte fechada, não há quem passe.
Por sorte, por questão de minutos, conseguimos embarcar no último ônibus que foi autorizado a seguir para o bairro do nosso hotel.
Ufa, pensei eu.
Por pouco.
Bom, agora é só chegar no hotel, ligar a tv, comer algo, porque a essa altura eu já estava faminta, tinha deixado para comer depois do cinema, e ... esperar o Irene passar.
Até parece que você faz o que quer durante um furacão.
Quando finalmente, encharcadas de chuva, açoitadas por ventos e rajadas, eu e a minha amiga conseguimos chegar ao hotel [depois, claro, de andar um taco e tanto porque os ônibus nessas horas fazem trajetos retos para que todo mundo chegue o mais rápido possível], cadê a luz ?
O Irene já tinha conseguido deixar boa parte de Miami em blackout .
Sem luz, sem comida.
A cozinha fora fechada.
Os funcionários do hotel há muito já tinham se dirigido para suas devidas casas, cuidar de suas devidas famílias.
E a vontade de saquear aquelas máquinas de biscoito e coca-cola que ficam nos corredores do hotel ?
Sem selvageria, pensei eu.
Não é o fim do mundo ficar uma tarde e uma noite sem comer.
Sem mais o que fazer, decidimos ir pro quarto dormir.
Às cinco da tarde.
É.
Não há muito o que fazer durante a passagem de um furacão.
Só não é entediante porque a quantidade de pensamentos ruins que passam pela sua cabeça não deixa você sentir tédio.
Imagine ter que deitar às cinco da tarde, tentar dormir com fome e só ficar ouvindo rajadas de 170 km/h na sua janela ?
Primeiro parece que o teto vai voar e você vai ficar que nem desenho animado, destelhado, só você na sua cama enquanto tudo ao seu redor voa.
Depois você não consegue pregar o olho porque mesmo descartando o vôo do telhado, pelo barulho, você tem certeza de que a sua janela vai se estilhaçar nos próximos dois segundos.
Não há vidro blindado, você assegura nesses momentos, que seja capaz de resistir àquela força e aquele barulho.
E sem tevê, nem internet, nem informação.
Você não sabe se o furacão já passou, se vai passar, se alguém morreu, se está vindo na sua direção.
Acreditem.
Furacões não têm graça alguma.
Quando finalmente você, provavelmente exausto pelo medo, pelo barulho, pela ansiedade e pela fome, consegue pegar no sono é um alívio.
Até que a próxima rajada, estrondo, barulho de árvore caindo a poucos metros de você, te acorde.
E assim segue a noite.
Chuva no teto, estrondo, rajada.
Você acorda.
Dorme.
Rajada, estrondo, chuva no teto.
Você acorda.
Até que em algum momento acaba.
Passa.
Aí o que você faz ?
Feliz da vida você acorda e antes mesmo de abrir o olho já sabe pelo silêncio que o furacão passou.
Você respira fundo de alívio, e se estica para fora das cobertas, ainda moído da noite mal dormida.
Os mais empolgados jogam o lençol para o lado e abrem os olhos para ver a luz do dia entrar pela fresta da janela que você vedou de tudo que é jeito na noite anterior.
Cena de filme, não ?
Sim.
Até você, saltitante e animado, aliviado pelo fim do pesadelo, pular fora da cama.
E pof !
Água até o meio das canelas.
Sim.
Pof, pof, pof.
E tudo que você deixou no chão, sapato, meia, livro, boiando quarto afora.
Sim, em hotéis de bangalôs, os furacões têm o hábito de inundar seu quarto.
E aí você olha ansiosamente para ver onde deixou a mala.
Ufa.
Em cima daquela mesinha que eles deixam ali para isso mesmo.
Ah, que bom, não ficou nenhuma bolsa pelo chão.
Porque tudo que um dia esteve no chão, agora bóia.
É por isso que eu insisto.
Furacões não têm a menor graça.
Deve ser porque na vida globe trotter acabei topando com alguns mundo afora.
Sem falar no Katrina, o qual cobrimos aqui no Brasil falando diariamente com brasileiros por lá.
Também houve um furacão que, inesperadamente, um dia ousou se aproximar de Nova Iorque quando eu morava lá.
Ficamos esperando por ele em Rockaway Beach.
Sim.
A mesma praia da música dos Ramones.
Mas, thanks Lord, ele nunca passou de tempestade tropical.
Furacões ou ciclones [para quem passa por um a diferença científica, na prática, não importa muito], apesar do tom bem-humorado com o qual eu vou contar meu relato aqui, não têm a menor graça.
Meu primeiro foi no Pacífico.
Gavin era o seu nome.
Eu estava na Nova Zelândia, numa viagem a caminho das ilhas Fiji.
E o Gavin vinha exatamente na direção contrária.
Por sorte, eu e o olho do Gavin nos desencontramos.
Eu estava em terra, no norte da Nova Zelândia, e ele passou no mar.
Quando cheguei à Fiji ele já havia passado em terra.
Minha distância a ele ficou sempre em 200km.
Foi de bom tamanho.
A tempestade, o vento, e as ondas gigantes batendo no pier, já foram suficientes para eu não desejar vontade nenhuma de ficar mais perto.
Furacões, eu insisto não têm a menor graça.
Passada a tormenta acabei comprando uma camiseta onde se lia:
I SURVIVED GAVIN.
Quem viaja muito pelo mundo já deve ter dado de cara com alguma t-shirt dessa natureza.
É uma espécie de piadinha internacional.
Toda vez que um furacão ou ciclone passa por um lugar, imediatamente, surgem nas ruas e lojicas baratinhas camisetas escritas "Eu sobrevivi ao Fulano".
É praxe.
Os turistas adoram levar uma para casa.
Até hoje, 11 anos depois, tenho a camiseta, enfurnada no armário, junto com aquelas coisas que você só tem coragem de usar para dormir.
Para mim, o Gavin foi uma curiosidade.
Por causa dele, mergulhando em Fiji, pude ver uma cena que jamais havia visto em anos e anos e centenas de mergulho de garrafa.
Como fica o fundo do mar após a passagem de um furacão.
Igualzinho ao continente.
Devastado.
Corais mortos, destroçados como árvores derrubadas pela força dos ventos em terra.
Tudo meio empoeirado por causa das partículas em suspensão na água.
Os peixinhos meio tontos pra lá e pra cá sem seus corais-abrigo.
Desolador.
Enquanto o fundo do mar se recuperava, em cima até que as coisas não iam tão mal.
Com medo do Gavin, na última hora, vários passageiros desistiram da viagem no navio em que eu estava.
Resultado, mais mordomia para quem se arriscou.
Recebemos upgrade de cabine e tratamento VIP da tripulação, já que não havia mesmo muita gente para paparicar.
Ou seja, o Gavin só me trouxe história simpática para contar.
Já o Irene, dois anos depois, não foi tão engraçado assim.
Eu morava em Nova Iorque e ia para Belize mergulhar.
Um problema de visto nos fez parar, por um dia, em Miami.
Perdemos o vôo e tivemos que dormir na cidade.
Começou a confusão.
Exatamente neste dia, com a aproximação do Irene, os vôos foram suspensos.
E todo mundo ficou em terra refém.
No começo ninguém levou muita fé no tal furacão.
Até Irene começar a ganhar força e mais força.
Para vocês terem uma idéia eu estava dentro de um cinema IMAX, assistindo a um filme, quando a sessão foi interrompida, as luzes acesas, e oficiais da Defesa Civil entraram anunciando que era para todo mundo sair.
Os ônibus, a partir daquele momento, eram gratuitos e todos deviam ir para suas casas.
Nessa hora, a Defesa Civil de Miami dá show.
Tudo organizado, eficiente.
A população, acostumada a essas situações, age sem desespero, todo mundo saindo dos prédios com tranquilidade.
O único problema era que eu estava do outro lado, muito do outro lado da cidade, em relação ao meu hotel.
E para chegar lá tinha que passar por todas aquelas pontes.
Só que conforme o Irene ia se aproximando, a água do mar, que corta a cidade em canais, começou a subir.
E as pontes iam sendo interditadas já que a água, a essa altura, estava quase mais alta que elas, prestes a engolfar as pistas.
Ponte fechada, não há quem passe.
Por sorte, por questão de minutos, conseguimos embarcar no último ônibus que foi autorizado a seguir para o bairro do nosso hotel.
Ufa, pensei eu.
Por pouco.
Bom, agora é só chegar no hotel, ligar a tv, comer algo, porque a essa altura eu já estava faminta, tinha deixado para comer depois do cinema, e ... esperar o Irene passar.
Até parece que você faz o que quer durante um furacão.
Quando finalmente, encharcadas de chuva, açoitadas por ventos e rajadas, eu e a minha amiga conseguimos chegar ao hotel [depois, claro, de andar um taco e tanto porque os ônibus nessas horas fazem trajetos retos para que todo mundo chegue o mais rápido possível], cadê a luz ?
O Irene já tinha conseguido deixar boa parte de Miami em blackout .
Sem luz, sem comida.
A cozinha fora fechada.
Os funcionários do hotel há muito já tinham se dirigido para suas devidas casas, cuidar de suas devidas famílias.
E a vontade de saquear aquelas máquinas de biscoito e coca-cola que ficam nos corredores do hotel ?
Sem selvageria, pensei eu.
Não é o fim do mundo ficar uma tarde e uma noite sem comer.
Sem mais o que fazer, decidimos ir pro quarto dormir.
Às cinco da tarde.
É.
Não há muito o que fazer durante a passagem de um furacão.
Só não é entediante porque a quantidade de pensamentos ruins que passam pela sua cabeça não deixa você sentir tédio.
Imagine ter que deitar às cinco da tarde, tentar dormir com fome e só ficar ouvindo rajadas de 170 km/h na sua janela ?
Primeiro parece que o teto vai voar e você vai ficar que nem desenho animado, destelhado, só você na sua cama enquanto tudo ao seu redor voa.
Depois você não consegue pregar o olho porque mesmo descartando o vôo do telhado, pelo barulho, você tem certeza de que a sua janela vai se estilhaçar nos próximos dois segundos.
Não há vidro blindado, você assegura nesses momentos, que seja capaz de resistir àquela força e aquele barulho.
E sem tevê, nem internet, nem informação.
Você não sabe se o furacão já passou, se vai passar, se alguém morreu, se está vindo na sua direção.
Acreditem.
Furacões não têm graça alguma.
Quando finalmente você, provavelmente exausto pelo medo, pelo barulho, pela ansiedade e pela fome, consegue pegar no sono é um alívio.
Até que a próxima rajada, estrondo, barulho de árvore caindo a poucos metros de você, te acorde.
E assim segue a noite.
Chuva no teto, estrondo, rajada.
Você acorda.
Dorme.
Rajada, estrondo, chuva no teto.
Você acorda.
Até que em algum momento acaba.
Passa.
Aí o que você faz ?
Feliz da vida você acorda e antes mesmo de abrir o olho já sabe pelo silêncio que o furacão passou.
Você respira fundo de alívio, e se estica para fora das cobertas, ainda moído da noite mal dormida.
Os mais empolgados jogam o lençol para o lado e abrem os olhos para ver a luz do dia entrar pela fresta da janela que você vedou de tudo que é jeito na noite anterior.
Cena de filme, não ?
Sim.
Até você, saltitante e animado, aliviado pelo fim do pesadelo, pular fora da cama.
E pof !
Água até o meio das canelas.
Sim.
Pof, pof, pof.
E tudo que você deixou no chão, sapato, meia, livro, boiando quarto afora.
Sim, em hotéis de bangalôs, os furacões têm o hábito de inundar seu quarto.
E aí você olha ansiosamente para ver onde deixou a mala.
Ufa.
Em cima daquela mesinha que eles deixam ali para isso mesmo.
Ah, que bom, não ficou nenhuma bolsa pelo chão.
Porque tudo que um dia esteve no chão, agora bóia.
É por isso que eu insisto.
Furacões não têm a menor graça.
Medo Do Gustavo
O sábado não está sendo fácil para os que estão próximos ao Gustavo.Esse rapaz aí ao lado na foto.
Agora de manhã ele se aproxima de Cuba com ventos de até 185km/h.
Ganhou força durante a madrugada.
E está deixando gente em pânico das Ilhas Cayman até Houston, no Texas.
Gustavo é o sétimo furacão da temporada 2008 no Atlântico.
Tem um diâmetro gigantesco.
520 km.
Deve chegar à Cuba nas próximas horas na categoria três - daquela escala que vai até cinco.
Não é pouca coisa não.
Havana já está em estado de alerta.
É que Gustavo pode entrar na categoria quatro antes mesmo de chegar à Cuba.
Nos EUA, o medo já deixa em frangalhos o coração de uma população traumatizada.
Meteorologistas prevêem que Gustavo passe pelo Golfo do México e chegue em algum lugar do Texas à Louisiana em 72 horas com a mesma força do Katrina.
Por isso, em Nova Orleans o clima é de pânico.
O The New York Times, para variar, está fazendo a cobertura mais completa do estado de espírito de uma população, que, não podemos esquecer, tem tudo mesmo para se sentir traumatizada.
Milhares de pessoas, mesmo sem ordem oficial de evacuação, já estão deixando suas casas.
Ninguém quer pagar para ver se Gustavo vai crescer ou minguar.
É um luxo que eles não podem se dar.
O prefeito da cidade avisou ontem que pode haver ordem oficial de retirada amanhã, domingo.
Mas quem teve a vida destruída pelo Katrina não quer saber de esperar.
Eu também não esperaria.
Hoje de manhã já teve gente pobre que, não dispondo de carro para sair correndo a qualquer momento, pediu para ser levada a abrigos em estádios, igrejas e centros cívicos.
Na região existem mais ou menos 30 mil pessoas - idosos, pobres, doentes - que precisarão ser abrigadas nesses lugares.
Hoje, antes das oito da manhã, no Tremé, o bairro negro histórico que fica ao redor do French Quarter, já tinha gente suficiente nos pontos especiais de evacuação para encher dois ônibus.
Antes mesmo das seis da manhã homelesses já estavam na fila.
E aquelas cenas de sempre de partir o coração.
Michelle Barnes, uma senhora pobre moradora do French Quarter, tinha os olhos em lágrimas porque não teve permissão para entrar no ônibus com o seu cãozinho, o Jack.
É que existe uma ordem que os animais de estimação só podem ser retirados e levados para abrigos com os donos se estiverem em caixinhas adequadas.
E a senhora Barnes simplesmente não tem uma casinha de cachorro.
No mesmo ponto, o Senhor Melvin, de 69 anos.
Morador que já aprendeu a lição.
Escreveu em cartões o nome dele, telefone e endereço, assim como o da irmã, uma senhora de 86 anos, que vive em cadeira-de-rodas.
Tudo para não acontecer o que aconteceu no Katrina.
Milhares de famílias separadas na correria e que depois não conseguiam se encontrar.
E as confusões de sempre.
Os dois primeiros ônibus do dia não tinham aquela suspensão na porta para a entrada de deficientes físicos.
Resultado, nem a irmã do Senhor Melvin, a de 86 anos, nem uma outra senhora de 82 anos, também cadeirante, conseguiram embarcar.
Só que outra lição que o Senhor Melvin também já aprendeu foi não esperar.
Se outro ônibus adaptado não chegasse logo ele ia levar a irmã para a estação de trem, onde é mais fácil para os cadeirantes entrarem.
Por sorte, tudo acabou bem.
Às nove da manhã, finalmente chegou uma van especial para deficientes.
E as duas senhoras conseguiram embarcar.
Num outro ponto de evacuação da cidade, quase a mesma cena.
A retirada estava marcada para começar somente hoje à tarde, às quatro.
Mas em Nova Orleans, ninguém, depois do Katrina, confia em esperar.
Às nove e meia da manhã, 50 pessoas e 12 animais de estimação já tinham sido embarcados.
O medo fica maior a cada hora porque o Gustavo não fez durante a madrugada uma espécie de "curva", a qual se esperava.
Por enquanto ele continua numa trajetória em direção à Louisianna e Nova Orleans, uma cidade ainda frágil, se reconstruindo.
O próprio prefeito é favorável que as pessoas não esperem.
Quem puder, que saia logo.
Até em Houston, o medo é grande e a CNN não pára de mostrar imagens de estradas congestionadas de moradores em fuga.
Em outras cidades da Louisiana, já há ônibus retirando moradores e hoje à noite começa a vigorar um toque de recolher.
Por isso, desta vez, torcemos todos, o governo americano tem que ser menos incompetente.
No Mississipi o governador já ordenou que 4 mil pessoas desalojadas pelo Katrina, e que hoje vivem em traillers, evacuem a área.
No Texas, cinco mil soldados da Guarda Nacional estão em alerta.
Em Nova Orleans, os presos já estão sendo retirados das prisões.
Assim como os animais que vivem em abrigos públicos.
Gustavo é forte.
Já matou 78 pessoas no Haiti, República Dominicana e Jamaica.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Sem Gracinha
Dessa vez decidi não brincar nem com Deus nem com as Escrituras.
Deu certo.
O avião saiu no horário.
E pousou em Congonhas.
Uma raridade.
E com finger.
Não é uma coisa ?
Como Congonhas jamais significa perfeição, ficamos um certo tempo parados na pista esperando vaga.
E depois da vaga, esperamos mais um tempo trancados dentro do avião.
Mas só o fato de desembarcar antes das onze da noite já é motivo para louvação.
E só para a gente não perder a conta.
Foi o décimo-quinto aeroporto em 22 dias.
Bling Blong.
Deu certo.
O avião saiu no horário.
E pousou em Congonhas.
Uma raridade.
E com finger.
Não é uma coisa ?
Como Congonhas jamais significa perfeição, ficamos um certo tempo parados na pista esperando vaga.
E depois da vaga, esperamos mais um tempo trancados dentro do avião.
Mas só o fato de desembarcar antes das onze da noite já é motivo para louvação.
E só para a gente não perder a conta.
Foi o décimo-quinto aeroporto em 22 dias.
Bling Blong.
Não É Porque A Olimpíada Acabou
Que eu vou deixar de bater recórde.
Doutor Leite Lopes.
Aeroporto de Ribeirão Preto.
Aqui estou eu.
O décimo-quarto aeroporto em 22 dias.
Bling Blong.
Doutor Leite Lopes.
Aeroporto de Ribeirão Preto.
Aqui estou eu.
O décimo-quarto aeroporto em 22 dias.
Bling Blong.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Quer Comprar Um Phelps ?
Esse poster aí até que é mais baratinho.A versão menor custa 15.95 dólares.
A maiorzinha 19.95.
Agora se você quiser um poster do Phelps, com as 8 medalhas, a Acrópole ao fundo, autografado, de uma edição limitada de 300 peças, aí já é mais caro.
300 pratas. Americanas.
Para comprar clique aqui.
A Vaca E A Bússola
Em viagem nem sempre é possível acompanhar as notícias do dia.
Em viagem a trabalho, então, nem se fala.
Mas hoje eu parei tudo que estava fazendo para ler e reler a minha notícia favorita dos últimos tempos.
As vacas têm bússolas !
Bem, quer dizer, não é exatamente assim.
E nem é digamos lá muito confirmado cientificamente.
Ainda é preciso comprovar mais empiricamente.
Mas fato é que alguém se deu ao trabalho de sair tirando fotos de satélite de vacas pelo mundo.
E voilá.
Descobriu-se que as criaturas em questão sempre pastam, em sua maioria, voltadas para o mesmo lado.
Um alinhamento, digamos assim.
E, para cientistas alemães e tchecos, os tais que se deram ao trabalho de estudar para onde as vacas pastam, o motivo é o campo magnético da Terra.
Ao redor do mundo, as vacas, em geral, pastam na direção norte-sul.
Das 8.510 cabeças de gado estudadas, em 308 pastagens, 60 a 70% dos bovinos ficavam virados para a direção norte-sul.
Adorei.
Junto com os GPSs das tartarugas, que sempre voltam para desovar onde nasceram, em breve vamos descobrir que as águias têm transponder.
Em viagem a trabalho, então, nem se fala.
Mas hoje eu parei tudo que estava fazendo para ler e reler a minha notícia favorita dos últimos tempos.
As vacas têm bússolas !
Bem, quer dizer, não é exatamente assim.
E nem é digamos lá muito confirmado cientificamente.
Ainda é preciso comprovar mais empiricamente.
Mas fato é que alguém se deu ao trabalho de sair tirando fotos de satélite de vacas pelo mundo.
E voilá.
Descobriu-se que as criaturas em questão sempre pastam, em sua maioria, voltadas para o mesmo lado.
Um alinhamento, digamos assim.
E, para cientistas alemães e tchecos, os tais que se deram ao trabalho de estudar para onde as vacas pastam, o motivo é o campo magnético da Terra.
Ao redor do mundo, as vacas, em geral, pastam na direção norte-sul.
Das 8.510 cabeças de gado estudadas, em 308 pastagens, 60 a 70% dos bovinos ficavam virados para a direção norte-sul.
Adorei.
Junto com os GPSs das tartarugas, que sempre voltam para desovar onde nasceram, em breve vamos descobrir que as águias têm transponder.
É. Pois É ...
Lembram daquela viagem que eu falei que ia durar 5 horas e não deveria atrasar porque, finalmente, era de carro, e carro, bem, carros não atrasam ?
É.
Pois é.
Demorou seis horas.
Mas tudo bem.
Como passei boa parte do dia na estrada não deu pra blogar e comemorar o aniversário do Migrante comme il faut.
Mas recebi todos os e-mails, beijos, beijos, beijos a todos.
Tenho colunas novas pra postar.
Os sites e blogs preferidos do Urubu,
A Primeira Vez do Reinaldo,
Uma looonga lista de agradecimentos,
Virão aos poucos.
Conforme os aeroportos e estradas desse país deixarem.
Beijocas,
Guta
É.
Pois é.
Demorou seis horas.
Mas tudo bem.
Como passei boa parte do dia na estrada não deu pra blogar e comemorar o aniversário do Migrante comme il faut.
Mas recebi todos os e-mails, beijos, beijos, beijos a todos.
Tenho colunas novas pra postar.
Os sites e blogs preferidos do Urubu,
A Primeira Vez do Reinaldo,
Uma looonga lista de agradecimentos,
Virão aos poucos.
Conforme os aeroportos e estradas desse país deixarem.
Beijocas,
Guta
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
É Hooooje !!!
O Migrante Digital completa 1 ano de vida neste 25 de Agosto.
Mas estarei na estrada.
Cinco horas de viagem.
Bem, como é de carro deve demorar mesmo umas cinco horas.
Se fosse de avião ...
Por isso não vai dar para comemorar durante o dia.
Mas agradeço os e-mails de parabéns, presentes etc.
Beijos,
Guta
Mas estarei na estrada.
Cinco horas de viagem.
Bem, como é de carro deve demorar mesmo umas cinco horas.
Se fosse de avião ...
Por isso não vai dar para comemorar durante o dia.
Mas agradeço os e-mails de parabéns, presentes etc.
Beijos,
Guta
domingo, 24 de agosto de 2008
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