quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Livro Eletronico


O gadget aí ao lado é o Sony Reader.
Lançado no ano passado, é mais uma tentativa da indústria de inventar o iPod dos livros.
Custa 300 dólares, é do tamanho de um livro de bolso, tem tela de 6 polegadas, memória pra armazenar uns 80 livros e bateria que dura em torno de 7.500 páginas.
E o mais engraçado.
A tela tenta imitar a aparência de papel.
Pois quanto mais a indústria se esforça para ganhar dinheiro com e-books, mais os leitores permanecem fiéis aos velhos livros.
A Sony, por exemplo, não divulga quantos Readers já vendeu.
Se não divulga é porque não é sucesso, certo ?
Mesmo assim, em outubro vem aí mais uma tentativa do setor.
A Amazon finalmente, após mais de um ano de especulação, vai lançar o Kindle.
Custará 400 dólares e terá conexão wireless com a e-book store do site.
Quem já viu de perto reclama que, apesar de ter um web browser pro leitor poder consultar a internet, e permitir que a pessoa faça anotações, o Kindle pode não ser tão cool assim, já que não tem cor.
Internet em preto & branco, né, não anima.
Outra crítica.
O formato dos livros é o do Mobipocket, uma companhia francesa que a Amazon comprou há dois anos.
Ou seja, eu, por exemplo, que baixo livros do Lovecraft em Adobe - o formato mais popular de e-book na rede - não vou poder armazená-los no Kindle.
Só o que eu comprar na Amazon.
E quem, por exemplo, tiver o Reader, da Sony, não vai poder comprar livro na Amazon.
Sei não, vai ser difícil esse negócio colar.
O Google também quer entrar no páreo e diz que vai começar a vender livros pela web.
Afinal, livros vendem 35 bilhões de dólares por ano.
Mas por que será que ninguém acerta a mão ?
Alguém aí lembra do RocketBook, da Barnes & Noble, vendido nas livrarias e retirado das prateleiras em 2003 ?
E do SoftBook Reader ?
Dois trambolhos pesados que não vingaram.
A oferta de títulos também não decolou.
Parece que até hoje o e-book que mais vendeu foi a saga Star Trek.
Mas Star Trek não conta muito porque vende qualquer coisa, até papel higiênico.
Só que nesse negócio é um olho no gato, outro na frigideira.
Por isso a megapublisher Random House - que até hoje só lançou 3,500 títulos online - já se prepara pra ter 6,500 e-books à venda em 2008.
A Barnes & Noble diz que continua estudando um gadget - mas só volta a investir quando conseguir um que seja barato.
Eu, particularmente, acho que ainda não é desta vez.

Quem quiser saber mais pode acessar a matéria completa do NYT.

Um comentário:

mutantismos disse...

Legal o migrante, gosto de ler.
Ontem conversei com a Luka sobre blogs e hoje vi a entrevista dela aqui. Feliz coincidência.

raul.